17/04/2026

Search
Close this search box.

Agência Minas Gerais | Especialista do Hospital João XXIII explica o que fazer em casos de acidentes com animais peçonhentos

Com a chegada do verão, o Hospital João XXIII registra um crescimento significativo nos atendimentos relacionados a intoxicações causadas por animais peçonhentos.

Esse aumento é resultado da combinação de vários fatores típicos desta época do ano, como chuvas intensas e altas temperaturas, que afetam os abrigos desses animais, levando-os a sair em busca de locais mais seguros.

Alguns deles também têm maior atividade neste período. Além disso, o maior fluxo de pessoas em áreas verdes durante o período de férias contribui para a alta no número de ocorrências.

No último ano, a unidade registrou 4.239 casos de acidentes com peçonhentos (sem contar atendimentos relacionados a picadas de abelhas), sendo 2.028 causados por escorpiões, 1.015 por aranhas, 751 por serpentes e 445 por lagartas. 

Segundo o coordenador do Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Minas Gerais (CIATox-MG), Adebal de Andrade Filho, em caso de acidente, as primeiras medidas de socorro são manter a vítima calma e lavar o local atingido com água e sabão.

Ele alerta que não se deve fazer torniquete, furar, espremer ou sugar a região afetada, nem oferecer qualquer tipo de alimento ou bebida.

Na sequência, com segurança e mantendo distância, recomenda-se tentar fotografar o animal de diferentes ângulos: cabeça, cauda, dorso e região ventral, se possível. Estas fotos permitirão a identificação precisa pela equipe de saúde, possibilitando o tratamento correto e no menor tempo possível.
 

   
   
   

 

A vítima deve ser encaminhada rapidamente à unidade de saúde mais próxima do local do acidente. No atendimento, os profissionais poderão identificar se o animal é peçonhento ou não, iniciar o tratamento e, se necessário, encaminhar o paciente de forma ágil para uma unidade de maior complexidade.

O CIATox-MG integra o Serviço de Toxicologia do Hospital João XXIII e oferece atendimento telefônico 24 horas para orientar pacientes e profissionais da saúde de outras unidades sobre como proceder diante de emergências com animais peçonhentos ou intoxicações agudas. Confira os telefones abaixo:

 

 

Alerta

Apesar do aumento de ocorrências no verão, os acidentes com animais peçonhentos acontecem durante o ano todo, como no caso do pequeno Pedro – à época com apenas 10 meses de vida, filho da médica ginecologista e obstetra Jordana Maura.

Em agosto do ano passado, em Moema, a criança foi picada por um escorpião e levada rapidamente ao hospital da cidade, que entrou em contato com a CIATox-MG e recebeu o soro antiescorpiônico.

Em seguida, Pedro foi encaminhado para uma unidade em Bom Despacho, onde completou a soroterapia antiveneno. Posteriormente, o menino foi transferido para o Hospital João XXIII.

Jordana destaca o apoio recebido na unidade. “Meu filho teve um atendimento espetacular. As equipes da Pediatria, da Terapia Intensiva Pediátrica e da Toxicologia conduziram o caso. O Pedrinho recebeu um cuidado preciso e eficaz”, relata.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Agência Minas Gerais | Previsão do tempo para Minas Gerais nesta quinta-feira, 16 de abril

A previsão do tempo para esta quinta-feira (16/4) é de céu  parcialmente nublado no Jequitinhonha,…

Agência Minas Gerais | Pesquisa mostra que medidas simples de autoproteção podem salvar vidas em incêndios residenciais

Relacionadas Investigações de incêndios realizadas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) apontam…

Agência Minas Gerais | Simulado Enem 2026 mobiliza 400 mil estudantes em mais de 2 mil escolas da rede estadual

A preparação é fundamental para que os estudantes alcancem bons resultados no Exame Nacional do…